Caixa

Por que defender a Caixa?

A Caixa Econômica Federal sempre teve um papel importante na história do desenvolvimento econômico e social do Brasil. Difícil encontrar um cidadão que não tenha alguma relação com o banco, seja por causa do PIS, FGTS, casa própria, poupança, operações de penhor, programas sociais, etc. Isso só é possível graças ao fato de a Caixa ser 100% pública e ter forte papel social. Esse é um perfil do qual os brasileiros não podem e não vão abrir mão.

O 12 de janeiro de 1861 é a data que marca o início da história da Caixa e de seu compromisso com a população brasileira, sobretudo com os mais carentes. O banco foi criado ainda no Império, por Dom Pedro II, surgindo com o propósito de incentivar a poupança e conceder empréstimos de penhor. Era à Caixa que recorriam os escravos para guardar suas economias, até que conseguissem poupar dinheiro suficiente para comprarem suas cartas de alforria.

Em sua história, a Caixa presenciou transformações que marcaram o dia a dia do Brasil. Acompanhou mudanças de regimes políticos e participou diretamente do processo de urbanização e industrialização do país. Como resultado disso, consolidou-se como um banco público de grande porte, sólido e moderno, com atuação destacada na área de responsabilidade social. Mas, apesar de alguns percalços no decorrer dessa trajetória, nunca deixou de lado a sua característica original: ser a Caixa que serve aos cidadãos e ao país.

Houve, no entanto, uma época em que o cotidiano na empresa foi conduzido exclusivamente pela lógica do mercado e da competição privada. Foi entre os anos de 1995 e 2002. Nesse período, a Caixa e outros bancos públicos foram gradativamente preparados para tornar-se um espaço de obtenção de lucro para a iniciativa privada, deixando de lado a vocação de servir à sociedade. Isso mudou a partir de 2003, quando essas instituições reassumiram funções que as tornaram imprescindíveis para o desenvolvimento e para a regulação do sistema financeiro.

Essa Caixa a serviço dos brasileiros, com destaque para os mais carentes, está novamente ameaçada. O governo de Michel Temer deixa mais claro a cada dia os planos para privatizar o banco. O primeiro passo é a transformação da empresa em Sociedade Anônima, decisão que afronta a Lei 13.303, aprovada pelo Congresso Nacional quando das discussões sobre o PLS 555, da qual o movimento sindical e associativo conseguiu retirar essa mudança.

A Caixa não pode deixar de ser o banco da casa própria, da poupança, do saneamento básico, do Fies, do Bolsa Família, dos municípios. Isso só é possível com a manutenção do caráter 100% público. Às instituições privadas não interessa o papel social desempenhado pela Caixa, o que significa dizer que ele não será mantido. Por isso, é fundamental que empregados do banco e sociedade se unam na defesa da Caixa 100% pública, forte e social.

Defender a Caixa é defender o Brasil!
Defenda a Caixa você também!

Atuação da Caixa

Para se ter ideia da importância da Caixa Econômica Federal para o Brasil e os brasileiros, basta ver os dados da atuação da instituição nos mais diversos setores.

Habitação: Somente no primeiro semestre de 2017, a carteira imobiliária totalizou R$ 421,4 bilhões, crescimento de 7% em 12 meses e 2,1% em relação ao primeiro trimestre. Desse total, R$ 221,9 bilhões foram concedidos com recursos FGTS, R$ 199,5 bilhões com recursos Caixa/SBPE e R$ 22 milhões com outros recursos. O banco teve ganho de 1,3 p.p. de participação no mercado imobiliário, mantendo a liderança com 68,1%.

MCMV: Até 2016, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, foram entregues 3,3 milhões de unidades habitacionais, e mais de 4,5 milhões foram contratadas. Foram beneficiadas mais de 12 milhões de pessoas. Entre 2010 e 2016, foram entregues mais de 1.200 casas por dia. A Caixa é a operadora da linha de crédito para mutuários do MCMV.

FGTS: No primeiro semestre de 2017, a Caixa possuía R$ 2,2 trilhões de ativos administrados, aumento de 5,8% em 12 meses. Dentre os R$ 892,6 bilhões de recursos de terceiros geridos pelo banco, destacam-se os do FGTS, com saldo de R$ 487,3 bilhões. Em relação ao Fundo de Garantia, é importante ressaltar os saques das contas inativas, realizados de março a julho deste ano. Foram pagos mais de R$ 44 bilhões, beneficiando 25,9 milhões de trabalhadores. Mais um sucesso baseado na expertise da Caixa.

Benefícios Sociais: Como principal agente operador dos programas sociais do governo federal, a Caixa contribui ativamente para a erradicação da pobreza e para a melhoria da distribuição de renda da população brasileira. Ao final do primeiro semestre de 2017, a Caixa pagou cerca de 78,5 milhões de benefícios sociais, correspondendo a R$ 14,2 bilhões. Pelo programa Bolsa Família, foram pagos cerca de 75,5 milhões de benefícios, totalizando R$ 13,7 bilhões no primeiro semestre. Vale destacar que o programa é fundamental para a redução da taxa de mortalidade infantil e da evasão escolar tendo em vista os requisitos nele estabelecidos.

Programas do trabalhador: Em relação aos programas voltados ao trabalhador, a Caixa realizou 196 milhões de pagamentos de benefícios, que totalizaram R$ 176,6 bilhões no primeiro semestre. Entre eles, o Seguro-Desemprego, o Abono Salarial e o PIS corresponderam a R$ 27,8 bilhões. Em relação ao Programa de Integração Social, aliás, a Caixa inicia no dia 19 o pagamento das cotas, de acordo com a MP 797/2017.

Aposentadorias: Os pagamentos de aposentadorias e pensões aos beneficiários do INSS totalizaram 33,7 milhões no primeiro semestre de 2017, somando R$ 40,7 bilhões.

Saneamento: As operações de saneamento e infraestrutura cresceram 5,3% em 12 meses, com a carteira atingindo saldo de R$ 79,9 bilhões.

Loterias: As Loterias Caixa arrecadaram R$ 6,2 bilhões no primeiro semestre de 2017, evolução de 5,2% em 12 meses. Além de alimentar sonhos de milhões de apostadores, elas constituem importante fonte de recursos para o desenvolvimento social do país. Dos valores arrecadados, cerca de R$ 2,3 bilhões foram transferidos, no período, aos programas sociais do governo federal nas áreas de seguridade social, esporte, cultura, segurança pública, educação e saúde.

Crédito comercial: A carteira de crédito comercial totalizou saldo de R$ 182,7 bilhões no primeiro semestre de 2017, redução de 6,6% em 12 meses, em função da baixa demanda por crédito. As operações comerciais com pessoas físicas atingiram R$ 99,8 bilhões, diminuição de 3,3% em 12 meses. O segmento pessoa jurídica totalizou saldo de R$ 82,9 bilhões, redução de 10,2% em 12 meses, também impactado pelo baixo desempenho da economia. A carteira de crédito consignado avançou 7,6% em 12 meses, alcançando saldo de R$66 bilhões. A participação da Caixa desse mercado totalizou 22% no período

Crédito rural: O saldo do crédito rural chegou a R$ 6,6 bilhões no primeiro semestre de 2017, evolução de 8% em 12 meses. A participação da Caixa nesse segmento ainda é de 2,6% do mercado, mas tem crescido, com destaque para a modalidade disponível para Pessoa Jurídica, que apresentou 24,9% de aumento em comparação com segundo trimestre de 2016.

Poupança: A poupança, com saldo de R$ 261,3 bilhões em junho de 2017, continua a ser a fonte de recursos mais importante da Caixa, apresentando crescimento de 9% em relação ao primeiro semestre de 2016. Os R$ 21,5 bilhões de aumento nominal fizeram a participação no mercado subir 1,3 p.p., para 38,7%. Isso só demonstra a confiança dos poupadores em um banco com a tradição e conhecimento há mais de 150 anos. No encerramento do primeiro semestre de 2017, eram 72,1 milhões de contas de poupança, incremento de 5,5 milhões de contas em relação ao registrado em junho de 2016.

Esporte: A Caixa é a maior patrocinadora do esporte nacional, em várias modalidades como atletismo, ginástica, ciclismo e luta olímpica, além do apoio ao paradesporto. Em relação ao esporte paralímpico, são 13 modalidades patrocinadas. O objetivo dos recursos é impulsionar o crescimento e a popularização desses esportes, contribuindo para a disseminação de sua prática. A Caixa também apoia os atletas brasileiros e investe em projetos que visam à inclusão social por meio do esporte. O valor total pago em patrocínios esportivos, durante o primeiro semestre de 2017, foi de aproximadamente R$ 80,5 milhões.

Cultura: Apoiar a cultura também é com a Caixa. No segundo trimestre de 2017, foram investidos cerca de R$ 13 milhões em projetos de teatro, cinema e exposições, em 153 eventos realizados nas unidades da Caixa Cultural pelo Brasil, que contaram com o comparecimento de mais de 290 mil pessoas.

Rede de atendimento: Ao final de junho de 2017, a Caixa possuía 84,1 milhões de correntistas e poupadores, dos quais 82,1 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas. A rede da Caixa possui 58,3 mil pontos de atendimento. São 4,2 mil agências e postos de atendimento, 23,5 mil correspondentes Caixa Aqui e lotéricos, e 30,6 mil máquinas disponíveis nos postos e salas de autoatendimento.

Números da Caixa