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Presidente da Fenae defende a Caixa pública em prol da habitação popular

05/10/17 16:04 /

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, participou hoje da plenária nacional promovida pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), na manhã desta quinta-feira (5). No evento, ele falou sobre “A importância dos bancos públicos para o Desenvolvimento do Brasil”, assunto que compôs os debates sobre conjuntura nacional, avanços e retrocessos na política urbana e organização do movimento, com a participação de aproximadamente 40 de representantes do MNLM de vários municípios brasileiros.

Na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), em Brasília (DF), Jair Ferreira fez um resumo sobre o papel importante dos bancos públicos para o Brasil e os brasileiros, a exemplo da Caixa Econômica Federal, especialmente para o setor de construção de moradia popular, na administração de fundos de desenvolvimento e ainda no setor de créditos e de atendimento à população.

“Nós, representantes dos empregados, defendemos a Caixa 100% pública, pois compreendemos que o banco atua diretamente na promoção da qualidade de vida das pessoas, como a questão do financiamento no saneamento e na infraestrutura urbana”, lembrou. Sobre o FGTS, ele destacou: “o Fundo de Garantia é gerido pela Caixa desde 1991, em favor das garantias dos trabalhadores e para a melhoria do Brasil”.

Após a apresentação do presidente da Fenae, os participantes fizeram perguntas sobre o papel dos bancos públicos na vida dos trabalhadores e dos movimentos populares, como o MNLM. Aos presentes, foi lembrado a participação dos empregados da Caixa no Conselho das Cidades, por meio da representação da Fenae. O coordenador nacional do MNLM, Miguel Lobato, ressaltou as atuais perdas ocorridas na execução do Programa Minha Casa Minha Vida, especialmente na faixa 1, onde estão as pessoas de baixa renda.

Miguel Lobato lembrou que todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, desempregados e toda a população desassistida estão sofrendo com as reformas que seguem, como a Trabalhista, a da Previdência e demais alterações na conjuntura nacional que se configuram como retrocessos na política urbana e até mesmo na organização do movimento social, devido à criminalização de seus representantes.

MNLM

O MNLM foi criado em julho de 1990, no I Encontro Nacional dos Movimentos de Moradia, com representação de 14 estados. Desde então, tem atuado em defesa de moradia digna para famílias carentes de todo o país e por reforma urbana que, na avaliação do movimento, não compreende apenas a questão da casa própria, mas a implantação de políticas públicas nas áreas de educação, saúde, trabalho, mobilidade, entre outros.