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Rita Serrano tem agenda intensa de articulações em defesa da Caixa

17/11/17 08:58 /

Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa e diretora da Fenae, reuniu-se na semana passada com a secretária do Tesouro Nacional e atual presidenta do CA, Ana Paula Vescovi, para expor as preocupações dos empregados, entidades e segmentos sociais com a proposta do governo de tornar o banco uma empresa S/A. As consequências para o desenvolvimento do país foram abordadas durante o encontro, assim como a necessidade de capitalização do banco para adequação a normas internacionais.

Rita reafirmou seu voto contrário à transformação da Caixa em S/A caso o tema vá à votação no CA, porque além do componente de ameaça de privatização que essa mudança traz, pela possiblidade de abertura de capital, existem controvérsias jurídicas com relação à autonomia do Conselho para definir tal fato, já que a Caixa foi criada por lei e, sendo assim, a decisão caberia ao Congresso Nacional. A secretaria afirmou que sua maior preocupação está em melhorar as regras de governança e que avaliará as questões apresentadas.

Estatuto - A reunião do CA que discutiria essa mudança estatutária foi adiada do próximo dia 27 para o início de dezembro. “Nesse período, temos que fortalecer as atividades em defesa do banco”, aponta a representante dos empregados, lembrando que dezenas de atividades vêm ocorrendo em defesa do banco público por todo o País. São audiências públicas, seminários, lançamentos de frentes parlamentares e muitas outras ações promovidas especialmente por sindicatos bancários e entidades associativas, como a Fenae.

Para ampliar o apoio à manutenção da Caixa pública, Rita Serrano também esteve na sede da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). “O banco tem grande peso no desenvolvimento das cidades e regiões, então esperamos a adesão da Frente”, afirma a conselheira, que aguarda agendamento de encontro com o presidente da FNP. Ela, que entre os últimos dias 14 e 15 esteve no Uruguai, levando a bandeira da defesa dos bancos públicos e propondo que a causa ganhe alcance internacional, lembra que nesse momento é fundamental a participação dos empregados da Caixa, que podem ajudar a esclarecer a população sobre a importância da empresa na vida dos brasileiros.